quarta-feira, 1 de julho de 2009

SOLDADOR - NÃO FALTA EMPREGO


Como funciona um dos setores que oferecem um dos maiores salários para os brasileiros
Brasileiros que se especializam em um determinado tipo de serviço podem ter a garantia de nunca enfrentarem o desemprego. A solda é um dos setores que oferece essa vantagem. Além de obter estabilidade, os soldadores ganham um dos melhores salários pagos atualmente nas fábricas de autopeças, sem contar que também podem atuar em outros ramos, como construção civil, obras e maquinários.
“Dificilmente um soldador fica desempregado no Japão. Com 17 anos vivendo aqui, nunca estive parado”, conta o brasileiro Ronaldo Gomes, 38 anos, que sempre trabalhou como soldador. É preciso, porém, tomar muito cuidado com a saúde, já que a claridade do ponto de solda e a fumaça podem afetar a vista e os pulmões. “Os equipamentos de segurança são essenciais, como óculos de proteção, máscara, luvas, avental e sapatos apropriados”, lembra Gomes.
Segundo Janete Ono, da empreiteira San Jany, localizada em Omaezaki (Shizuoka), em fábricas que não exigem experiência, o funcionário entra como aprendiz e só ganha o cargo de soldador depois de vários meses de trabalho. “Em outras empresas mais rigorosas, pode durar mais de um ano”, conta. Janete estima que um soldador sem experiência é contratado como outro trabalhador qualquer, ganhando em média 1,3 mil ienes por hora. Depois que consegue se tornar soldador, passa para 1,4 mil a 1,5 mil ienes. “A solda é o serviço que melhor paga atualmente, mas antigamente pagava ainda melhor”, afirma Janete.
Apesar desse atrativo, muitas empreiteiras não conseguem preencher as vagas porque a maioria das fábricas exige funcionários experientes. Segundo ela, pelo menos cinco empresas de autopeças com as quais a San Jany tem contrato vão precisar de soldadores nos próximos meses, em função do aumento de produção. Susumu Hozumi, da empreiteira Arc-TS, de Hamamatsu (Shizuoka), também diz que haverá mais vagas para soldadores no final do ano. De acordo com ele, esse tipo de serviço é muito comum nas fábricas de motos, na solda de escapamentos e outras peças de alumínio. “Visando as vendas para o verão do ano seguinte, as empresas começam a acelerar a produção alguns meses antes”, conta. Hozumi confirma que a experiência é um dos requisitos exigidos pelas empresas. Segundo ele, o candidato passa por um teste na própria fábrica onde pretende trabalhar, para avaliar sua capacidade. Mesmo com experiência, um funcionário pode demorar de três a quatro meses para se acostumar ao serviço. Hozumi acrescenta que os soldadores são submetidos a exames médicos a cada seis meses, como forma de prevenir doenças decorrentes do trabalho.Como é

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